Juedir Teixeira

Consultor de Varejo ● 21-99966.6701

Mês: novembro 2014

BIG SHOW DA NRF 2015

Tenho participado, todos os anos do  Big Show da NRF, o maior evento de varejo do mundo e tem sido de suma importância para manter-me atualizado com o que ocorre no varejo  no mundo e fazer as devidas adaptações para o varejo brasileiro e passar as novas ferramentas de gestão,  nos cursos que ministro e nas consultorias que realizo.

Sempre tive vontade de levar alunos e pequenos e médios empresários para o evento, mas o investimento elevado inviabilizava a participação desses profissionais.

Para 2015 criei a nossa própria Delegação, com registro direto na NRF e conseguimos reduzir,  em mais de 50% o valor cobrado pelas maiores delegações, chegando ao valor final de U$$3,500.00.

Se você tiver em interesse em participar, entre em contato comigo.

 

DESAFIOS DO VAREJO BRASILEIRO PARA 2015

O varejo brasileiro vem passando por muitas mudanças nos últimos anos, sendo o segmento de mercado que mais sofreu alteração na sua forma de operação. Em recente entrevista a empresaria Luiza Trajano, do Magazine Luiza, mencionou que o varejo brasileiro mudou mais nos últimos 6 anos do que em toda a sua história.

 As vendas no varejo que vinham crescendo acima da PIB nos últimos anos, neste ano de 2014 reduziu o ritmo, e a previsão para os próximos meses é continuar essa tendência. O varejo de serviço continua em plena ascensão, inclusive com aumento de preços, o que vem pressionando a inflação para fora meta do governo,  razão do aumento de juros da taxa Selic neste ano. Por outro lado, o varejo de produtos vem caindo muito nos últimos anos, principalmente os produtos destinados ao público das classes A e B do segmento de moda.

Na nossa opinião os lojistas que atendem o referido público, tem enfrentado as maiores dificuldades, pelos seguintes motivos:

  • O aumento do custo de locação que vem ocorrendo nos últimos anos, principalmente nos shoppings  posicionados para atender ao público em questão , em função do Degrau (percentual de aumento acima da IGP-M), incidente nos contratos de locação e, em consequência, os pontos de ruas das áreas nobre da cidade, também tiveram aumento muita acima da inflação,  tornando esses custos totalmente fora da realidade;
  • A abertura de diversos novos centros de compra nos últimos anos, dentre os quais podemos destacar: Shopping Village Mall,  Shopping Metropolitano, Shopping Américas, Shopping ParkShopping Campo Grande e outros de menor porte, além da expansão dos shoppings existentes, como o BarraShopping, que acaba de concluir sua 17a expansão;
  • O crescimento de venda no E-commerce, dentro e fora do país, principalmente o segmento de calçados , esporte e moda de um modo geral. Produtos comprados pela Internet no exterior, mesmo pagando todos os impostos ainda chega ao consumidor brasileiro, com preços menores do que os praticados nas lojas físicas;
  • A aumento do número de pessoas das classes A, B e C,  que estão tendo a oportunidade de viajar para o exterior e experimentar os preços dos produtos de moda, que são extremamente mais barato do que no Brasil. Essas pessoas passaram a perceber o quanto os preços no Brasil são caros e estão fazendo as suas compras no exterior. Prova disso é que os consumidores  brasileiros são os grandes compradores no varejo americano, com as lojas sempre lotadas de brasileiros e os vendedores tendo que falar o nosso idioma, o português,  como forma de sobrevivência no varejo americano. Para se ter uma ideia, as compras de brasileiros no exterior pularam de $2,1 bilhões de dólares em 2003, para mais de $25 bilhões de dólares em 2013.
  • Aumento da oferta de crédito e a facilidade de compra de outros produtos, como carros, apartamentos, eletro eletrônicos sempre com lançamento de novos modelos no mercado, o que incentiva a compra desses produtos, aumentando o endividamento da população e reduzindo a compra de produtos do segmento de moda.

Dentro desse cenário ou dessa realidade, bem como pela entrada de grandes operações de varejistas globais no mercado brasileiro, será exigido do empresário local, mudanças profundas na forma de gestão de seu negócio,  dentre as quais destacamos as seguintes:

  • Ser muito mais criterioso no processo de expansão do negócio, notadamente na  abertura de novas lojas próprias, que exige estudos muito mais profundo sobre a viabilidade do negócio atual e as ameaças futuras, num mercado em constante evolução como o brasileiro;
  • Conhecer profundamente  os seus clientes para poder entender para atender as suas necessidades e expectativas em constantes mudanças, para oferecer o produto certo e com alto padrão de atendimento e serviços;
  •  Melhorar a gestão de uma forma geral visando o ganho de competitividade do negócio, com o aumento de produtividade nas diversas áreas funcionais da empresa;
  • Focar num determinado público alvo para poder reduzir a variedade de produto e aumentar a profundidade do estoque, para  ganhar no giro, tendo em vista a grande dificuldade de recomposição de margem, no mercado de custos crescentes e venda decrescente;
  • Investir em qualificação de pessoal e tecnologia da informação, dois fatores fundamentais para a melhoria da produtividade no mundo atual;
  • Por último, não ouvir nenhuma  palestra de nem ler artigos de economistas e evitar o máximo possível ler e ouvir os noticiários diários, que só enfatiza o  fracasso e se o empresário der atenção, seu negócio pode quebrar antes da hora.

Pelos fatos expostos, podemos afirmar que os próximos anos não será fácil, como nunca foi, para os empresários varejistas que atendem o público melhor posicionado na escala social, exigindo muito trabalho,  dedicação e atenção especial na gestão do negócio, para pode manter a sua empresa sustentável, de acordo com o critério atual:

 

 

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